Como estas são as minhas primícias neste estranhíssimo universo vou escrever com muito tino e cuidado. Tino para que não pensem que serei algum “estoura vergas” e cuidado para não ferir, ab inito, susceptibilidades.
Já nasci há tanto ano que nem me lembro com exactidão o preciso em que precisamente vi a luz do dia – isto é uma força de expressão porque na verdade, conforme me contou a minha madrinha, Leocádia de seu nome, eu nasci às quatro da madrugada de uma noite escura que nem breu. A data de nascimento que consta do registo é assim falsa e servirá apenas para entusiasmar moçoilas mais atreitas à provocação.
Filho de pai incógnito – na verdade filho do Padre Zé – e órfão de mãe de tenra idade, fui criado pelo Padre e pela madrinha Leocádia que era a criada do dito.
Do Padre herdei o gosto pelas latinadas e pela dádiva fácil de umas bengaladas, da Senhora Madrinha não herdei nada, mas foi ela que me fez assim guloso.
Deus Nosso Senhor, na sua infinita sabedoria, decidiu dar-me mais doze centímetros à perna esquerda do que à perna direita ou, para quem preferir, dar-me menos doze centímetros à perna direita do que à perna esquerda. Desde muito cedo que essa particularidade anatómica me marcou a personalidade e - perante os demais - me anulou a identidade. Ninguém sabe já o meu nome, para quase todos fui e serei o “Manco do Arco”. Arco porque era esse o lugar da aldeia em que o Padre Zé tinha a residência.
Conforme já referi em epígrafe, a manquidade (qualidade para os tecnocratas) ou a manquitude (qualidade para os poetas) marcou-me a personalidade. Tenho uma natureza ou, para quem preferir, uma alma manca.
Ao longo da minha vida já fiz de tudo, para ser verdadeiro (o que acontece muito raramente), quase tudo. Pastor, moleiro, cacique de Barão, almocreve, anarquista, marceneiro, tanoeiro, ferreiro, Regedor, caixeiro, etc., etc., etc.
Servirá este cantinho para eu partilhar com Vosselências farrapinhos da minha vida e para dar sentença pública sobre o que me der na real veneta. Também escreverei aqui alguns poemazinhos.
Para apresentação primeira já basta.
Até.
Já nasci há tanto ano que nem me lembro com exactidão o preciso em que precisamente vi a luz do dia – isto é uma força de expressão porque na verdade, conforme me contou a minha madrinha, Leocádia de seu nome, eu nasci às quatro da madrugada de uma noite escura que nem breu. A data de nascimento que consta do registo é assim falsa e servirá apenas para entusiasmar moçoilas mais atreitas à provocação.
Filho de pai incógnito – na verdade filho do Padre Zé – e órfão de mãe de tenra idade, fui criado pelo Padre e pela madrinha Leocádia que era a criada do dito.
Do Padre herdei o gosto pelas latinadas e pela dádiva fácil de umas bengaladas, da Senhora Madrinha não herdei nada, mas foi ela que me fez assim guloso.
Deus Nosso Senhor, na sua infinita sabedoria, decidiu dar-me mais doze centímetros à perna esquerda do que à perna direita ou, para quem preferir, dar-me menos doze centímetros à perna direita do que à perna esquerda. Desde muito cedo que essa particularidade anatómica me marcou a personalidade e - perante os demais - me anulou a identidade. Ninguém sabe já o meu nome, para quase todos fui e serei o “Manco do Arco”. Arco porque era esse o lugar da aldeia em que o Padre Zé tinha a residência.
Conforme já referi em epígrafe, a manquidade (qualidade para os tecnocratas) ou a manquitude (qualidade para os poetas) marcou-me a personalidade. Tenho uma natureza ou, para quem preferir, uma alma manca.
Ao longo da minha vida já fiz de tudo, para ser verdadeiro (o que acontece muito raramente), quase tudo. Pastor, moleiro, cacique de Barão, almocreve, anarquista, marceneiro, tanoeiro, ferreiro, Regedor, caixeiro, etc., etc., etc.
Servirá este cantinho para eu partilhar com Vosselências farrapinhos da minha vida e para dar sentença pública sobre o que me der na real veneta. Também escreverei aqui alguns poemazinhos.
Para apresentação primeira já basta.
Até.
2 comentários:
"Ora bem", parabéns pela iniciativa!...
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Obrigada pela visita e pelo tratamento: "a menina"...
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Também gosto do hino da Maria da Fonte!
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Aguarddo com interesse os pedacinhos de vida [e da Lua] que se propõe partilhar "connosco".
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Obrigada pela sua "aparição".
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[Um beijo virtual(mente) grato]
Não sei porque mais ninguém se preocupa com o silêncio repentino, depois da promessa de continuar a aparecer!...
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Desculpará a minha intromissão, mas receio que tenha ficado doente. Afinal, já são noventa...
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Pode estar de férias, em sítio onde não tenha acesso à Internet e estaria tudo explicado...
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[Um beijo de, tranquilize-me...]
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